Ainda sobre listas de fim de ano

4 Jan

As listas de melhores do ano dos principais sites e publicações internacionais só tiveram olhos para ele – o rock alternativo americano, que pôs todos os outros gêneros no bolso. Os grandes vitoriosos de 2008 foram dois estreantes: Fleet Foxes, admiradores das harmonias vocais de grupos como Beach Boys; e Vampire Weekend, com respingos generosos da música africana. O Fleet Foxes cravou o álbum que leva o nome da banda no topo das listas do site Pitchforkmedia, Mojo, Sunday Times e Billboard (fora outras menções). O Vampire Weekend não chegou ao topo em nenhuma seleção, mas conquistou a simpatia de críticos de revistas como Rolling Stone, NME, Uncut, Q e Blender.

Um pouco menos recente, mas igualmente bem citado, o TV on the Radio ganhou, com seu terceiro CD, Dear science, a medalha de ouro da Rolling Stone americana e citações em revistas como Blender, Q e Uncut. Revelação do indie folk americano, Bon Iver viu sua estréia ser considerada um dos melhores lançamentos do ano de acordo com veículos do porte de Mojo, The Observer, The New Yorker e The Sunday Times. O pop movido a sintetizadores e psicodelia do MGMT apareceu no topo das que talvez sejam as duas mais descoladas: a do semário britânico NME e a da revista francesa Les Inrockuptibles. A dupla conseguiu ainda uma vaga entre os mais ouvidos do site Last.fm, liderado pelos ingleses do Coldplay.

A banda de Chris Martin, uma das mais conhecidas a se dar bem nas listas, ainda entrou nos tops da Spin, Q e Billboard. E foi campeão de downloads no iTunes, loja online que foi como um paraíso para trilhas de filmes, graças à presença de Juno, Once – Apenas uma vez e Across the universe. O pop britânico teve outro representante: o grupo escocês Glasvegas colocou seu nome nas páginas do The Observer, Mojo, NME e Q. Segundo lugar no Last.fm, o Portishead, da vocalista Betth Gibbons, teve desempenho próximo ao do Coldplay: foi bem escutado por internautas e incensado por críticos como os do Pitchfork, The New Yorker, Uncut e Spin. Ainda no terreno das cantoras, a nova-iorquina Santogold teve seu debute no top 10 da Les Inrock, Rolling Stone, NME, Spin e Billboard. Representante do rap, Lil Wayne foi eleito o dono do melhor trabalho de 2008 pela Blender. Tha Carter III recebeu ainda menções entre os melhores da Rolling Stone, The New Yorker, Spin e Billboard. Seu rival no gênero, o também rapper Kanye West, foi citado por jornalistas do Les Inrock, Observer e Sunday Times.

Por Braulio Lorentz – publicado no Caderno B de 27/12/2008

Minhas listas de fim de ano

4 Jan

Filmes

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1. Onde os Fracos não têm vez
2. Sangue Negro
3. O silêncio de Lorna
4. Loki
5. Estômago
6. O Escafandro e a Borboleta
7. Vicky Cristina Barcelona
8. 4 meses, 3 semanas e 2 dias
9. Juno
10. Wall-E

Discos

vivalavida

1. Coldplay – Viva la vida
2. REM – Accelerate
3. Brian Wilson – Lucky old sun
4. Flight of the Conchords – Flight of the Conchords
5. She and him – Volume one
6. João Brasil – 8 Hits
7. Estelle – Shine
8. Stephen Malkmus and the Jicks – Real Emotional Trash
9. Last Shadow Puppets – The age of understatement
10. Keane – Perfect Symmetry

A invasão dos indies nas produções globais

19 Dez

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A abertura é com Viva la vida, sucesso britpop do Coldplay; passa pela dançante That’s not my name, do duo electro roqueiro Ting Tings e por faixas das musas ruivas pianistas Regina Spektor (Fidelity) e Kate Nash (Pumpkin song); até chegar ao hit do assobio das pistas de rock alternativo Young folks, dos suecos Peter, Bjorn and John.

A descrição não é a do repertório de um DJ descolado: trata-se do CD com a trilha sonora internacional de A favorita, no ar na faixa das 21h da Rede Globo. O pop alternativo pulou direto das pistas moderninhas para a novela das oito e outras atrações da grade global.

Mais um caso de queridinhos do rock alternativo que foram parar numa produção da TV Globo teve o Beirut, que não tem CDs lançados no Brasil, como protagonista. A inclusão de Elephant gun na minissérie Capitu, veiculada na semana passada, foi bastante comentada em blogs.

Diretor da atração, Luiz Fernando Carvalho conta por quais motivos a canção do projeto liderado pelo americano Zach Condon foi escolhida.

– Toda a trilha é fruto do meu gosto pessoal – explica Carvalho. – O que importa é a música funcionar na trama, e foi o caso do Beirut. Simplesmente montei uma trilha que me falava ao coração com o que ouvi desde os 18 anos até agora. Como as músicas clássicas, para mim fundamentais até hoje. Não é uma trilha de rock, é variada e atende à necessidade de uma história. Vai de Verdi a Iron Maiden.

José Felipe Calderon é DJ da Maldita, festa roqueira que há 10 anos acontece às segundas na Casa da Matriz, em Botafogo. Ele vê com bons olhos várias músicas escaparem de seu set list para o CD que tem a atriz Mariana Ximenes estampada na capa.

– Acho positivo, é mais uma forma de fazer com que todos escutem coisas diferentes. As pessoas têm preguiça de buscar novos sons e novas bandas – pondera o DJ Zé. – Tem muita gente que reclama num ranço meio indie de querer que não popularizem essa ou aquela música. São artistas que tocamos e são do nosso universo. Espero que isso continue. Tomara que seja uma tendência.

Quem tem desejo semelhante é o DJ Mario Moptop, que carrega no sobrenome artístico a banda da qual é baterista.

– O indie rock está ganhando espaço no mercado, inclusive nas rádios – sentencia Mario, que comanda a festa Rock my Madness, no Pista 3, em Botafogo. – O bacana no caso de Regina Spektor e Kate Nash é que facilita uma aguardada vinda delas para o Brasil. Tem sempre um público que está interessado e não tem paciência e contato, não se atualiza. É legal alcançar um número maior de pessoas.

O DJ e baterista diagnostica:

– Tem a síndrome do underground, o cara quer que só ele conheça certas bandas. É algo errado. O maior número de pessoas tem que conhecer as músicas legais. Quero entrar no elevador e ouvir a minha música. Abre uma janela para esses artistas. No Moptop, percebo isso. Um single vira um cartão de visita e a pessoa quer ouvir mais. É um caminho.

Único brasileiro presente no disco com músicas em inglês que embalam a trama de A favorita, o cantor e compositor brasiliense Tiago Iorc, 23 anos, encaixa Blame na coletânea. Ele conta como é estar em meio a tantas estrelas do indie rock internacional.

– É legal ver que estou entre artistas que admiro, que são de outro nicho e nem sempre estão em novelas – diz Iorc. – De uma forma geral, as trilhas estão indo para esse lado. Estão surgindo muitos artistas novos legais com alcance internacional que acabam não chegando para a grande massa.

Gerentes de promoção internacional da gravadora Universal, Bernardo Palmeira e Danielle Lage indicaram Kate Nash, Tokio Hotel, Peter, Bjorn and John e Gabriela Cilmi para serem incluídos no CD de A favorita.

– Estamos com mais espaço e liberdade para sugerir coisas que vão além dos sucessos incontestáveis – reconhe Palmeira. – É engraçado perceber que a trilha desta novela é baseada estritamente na força das canções que por coincidência são de artistas que estão à margem. Se você correr o circuito independente vê todos cantando essas músicas.

Daniella completa:

– Diferentemente da MTV, em que você trabalha o artista, não há espaço para isso. Quando indicamos, pensamos na força que a música vai ter. Se pode dar um caldo bacana.

Para Palmeira, o processo é simples: a música fica associada ao personagem até que o artista de médio ou pequeno porte venha ao Brasil e tome o hit para si.

– Os produtores da novela estão mais antenados além do mainstream. Quando inserimos música na trilha, promotores de show olham de outro modo para o artista.

Por Braulio Lorentz- publicado hoje no Jornal do Brasil

I got a crush on Obama… girl

13 Dez

O mais novo produto com a chancela da emissora americana Comedy Central resume em pouco menos de duas horas a força que tem o personagem George W. Bush, alvo principal das chacotas de comediantes nos últimos oito anos. Lançado no fim da semana passada do mês passado nos Estados Unidos, o DVD Comedy Central salutes George W. Bush compila episódios dos programas South Park, Lil’ Bush, That’s my Bush! e outros. Todos apresentam a mesma premissa anunciada pela equipe do canal da TV paga: “A risada, as lágrimas e o ‘Oh não, foi isso mesmo que ele disse?’. Você vai certamente rir com ele (ou, melhor dizendo, dele) assistindo a esse tributo”.

Fundador do projeto Barely Political (www.barelypolitical.com), que espalhou videoparódias pela internet durante o processo eleitoral, Ben Relles reconhece a força de Bush como ícone na cultura pop.

– Para os humoristas, Clinton é um garanhão, Bush e Sarah Palin são idiotas, John McCain é velho, e por aí vai. Mas concordo com os comediantes com os quais conversei: é difícil fazer piada com o Obama – explica Relles.

Sem seu palhaço favorito, até que ponto as produções que buscam gargalhadas da audiência ficam enfraquecidas?

– A economia americana vai mal, e, em períodos como este, historicamente as pessoas tendem para a comédia. Mas não acho que comediantes vão achar algo na personalidade de Obama para se agarrar – reitera.

Maior estrela da companhia, a atriz e modelo Amber Lee Ettinger (a Obama girl do vídeo I got a crush on… Obama, que tem pouco mais de 1 milhão e 200 mil acessos) vê no fascínio que Obama exerce a chance de se extrair humor da aparentemente blindada figura do político.

– Ele tem uma mensagem inspiradora de mudança. A Obamamania pode diminuir com o tempo, mas ele como parte da cultura pop é algo que veio para ficar – reconhece Amber.

Uma das maiores provas da possibilidade de se brincar com Obama é o vídeo por ela estrelado, em que – como nas camisetas das quais se diz fã – seus supostos superpoderes abastecem o repertório dos engraçadinhos.

– As pessoas me reconhecem, especialmente em eventos políticos. Depois da eleição, fomos para o Times Square e ficaram alucinados com a minha presença.

Por Braulio Lorentz – publicada no Caderno B de 30/11/2008

De vocês é que não é

11 Dez

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A Rolling Stone de dezembro tem Marcelo Tas, do CQC, da Band; Sabrina Sato e Christian Pior, do Pânico, da RedeTV; e Marcelo Adnet, do 15 Minutos, da MTV.

Malhação no Ceará

11 Dez

Uma das mais belas praias brasileiras, Canoa Quebrada, situada no litoral leste do Ceará, está sendo cenário, dos dez primeiros capítulos da temporada 2009 de Malhação, da Rede Globo. A iniciativa, que recebe o apoio do Governo do Estado, é uma ação de promoção e marketing da Secretaria do Turismo (Setur).

As cenas que serão exibidas em janeiro de 2009 conta com toda estrutura oferecida pela Setur. A história, com cenas que estimulam o espectador a embarcar no clima de magia e sedução da paradisíaca vila praiana, está nas mãos de Patrícia Moretzsohn e é dirigida por Marcos Paulo, Paola Pol e Luiz Pilar. No elenco estão Louise Cardoso, Cláudia Mauro, Caio Castro, Micael Borges, Amanda Richter, Bianca Bin, Sophia Abraão, entre outros. Para as gravações no Ceará foi conviddao o ator cearense Germano Campos.

A próxima temporada, que estréia em janeiro, acontece no verão, durante o Festival Nacional de Música, evento que vai não só agitar o vilarejo, mas também o complexo turístico Beach Park, onde acontecerá o Festival.

Esse é o segundo projeto articulado pelo Secretário Bismarck Maia com a Rede Globo para promover o Ceará nacionalmente. O primeiro deles – O Caldeirão do Huck -, foi gravado no Ceará onde o set das filmagens do quadro Lar Doce Lar´ foi transferido para Fortaleza. O programa foi ao ar dia 18 de outubro, exibindo as belezas naturais de nossa terra.

O litoral leste do Ceará oferece belas paisagens, como as lagoas entre as dunas, que servem de cenário para os mais diversos esportes de aventura. Não só as dunas, mas os ventos que sopram no Estado também favorecem a prática de esportes à vela. Os encontros dos rios com o mar dão oportunidade aos visitantes de conhecerem mais a flora e a fauna dos mangues.

Os turistas podem aproveitar os restaurantes praianos para conhecer toda a regionalidade da cozinha cearense, deliciando-se com comidas tradicionais, como a peixada cearense.

É nesse ambiente ensolarado que os turistas podem apreciar as praias cearenses e suas mais diversas paisagens. Uma relaxante caminhada pela areia e um emocionante passeio de buggy são exemplos de atrativos que o litoral cearense pode oferecer.

Ele morreu

11 Dez

Bom dia,

A AFBpress disponibiliza em seu site as seguintes pautas;

****** Últimas fotos de Marcelo Silva com Susana Vieira ******

****** Marcelo Silva, após a separação, dá entrevista a uma emissora de TV e vai para hotel. ******

Obrigado,

Helton Yoshida

http://www.afbpress.com.br

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