20000000 Bublé Fans Can’t Be Wrong

18 Out

Sentado na cama com uma xícara de café em cima do criado-mudo, o canadense Michael Bublé, de 31 anos, não tem dificuldade para enumerar os motivos que o levaram a confirmar a estréia no Brasil, com direito a show no Vivo Rio, no Parque do Flamengo, em 22 de novembro.

– Já vendi 20 milhões de discos no mundo todo mas ainda não cantei para os brasileiros – resume o cantor e ator em entrevista por telefone ao Jornal do Brasil, da cidade americana de Dayton, de onde descreve o ambiente que o cerca. – Quero que o show no Rio seja uma celebração: vamos rir, dançar e chorar juntos.

Em seguida, brinca:

– O que ninguém sabe é que, dessas 20 milhões de cópias, eu mesmo comprei 8 milhões. Mas os brasileiros vão me conhecer de verdade. O show é a melhor forma de saber quem é Michael Bublé.

Pausas depois de piadas não necessariamente hilariantes e as referências a si mesmo na terceira pessoa são traços compatíveis com o Bublé intérprete. Seu repertório é calcado em versões sofisticadas de standards do jazz e do pop, como o primeiro hit How can you mend a broken heart, dos Bee Gees.

– Escolho músicas que significam muito para mim. Tenho que cantar standards, pois todos gostam. Mas tento gravar músicas que façam o fã exclamar “Nossa, não esperava essa”. Ofereço coisas diferentes para todos os tipos de pessoa – justifica-se, com um tom canastrão impresso na voz.

A paixão pelo jazz vem do avô, dono de uma coleção de discos que ia de Mills Brothers a Tom Jobim. Foi ele quem encorajou o neto, então aos 15 anos, a ser cantor.

– Meu avô é meu melhor amigo. Amamos música e foi ótimo ter isso em comum. Tento ser não o melhor do mundo, mas o melhor que posso. Sou abençoado por ter chance de viver de música – explica.

Lançado no ano passado, Call me irresponsible emplacou Me and Mrs. Jones, famosa na voz de Billy Paul. Mas nenhuma faixa é comentada com tanto entusiasmo como o dueto com Ivan Lins em Wonderful tonight, de Eric Clapton.

– Pensei que não teria chance de contar com Ivan no meu disco. Mas meu produtor Humberto Gatica disse que seria possível – recorda. – Peguei o telefone e liguei para ele. Tive muita sorte. Ivan respondeu: “Acabei de te ver na TV, no programa da Oprah”.

O canadense ficou bastante empolgado com a coincidência. E lamenta que os dois não tiveram oportunidade de se encontrar nos estúdios.

– Não gravamos juntos, mas te digo uma verdade: é minha canção preferida. Pode ler em outras reportagens. Adoro nossas vozes juntas. Não costumo gostar de me ouvir, mas quando quero fazer isso, vou direto nessa música.

Bublé é cauteloso quando o assunto é uma possível participação do cantor brasileiro nos shows por aqui:

– Em dois segundos, eu aceitaria. Mas não gosto de colocar outro artista em uma situação desconfortável. Ele não precisa estar na pressão para participar. Há uma forma profissional para convidá-lo.

O encontro com Ivan Lins ainda não aconteceu, mas o mesmo não pode ser dito da tietagem ao conterrâneo Leonard Cohen, que aprovou pessoalmente a inclusão de I’m your man em seu CD mais recente. E como foi o bate-papo com o ídolo?

– Cohen é charmoso, gracioso e tem muita classe. É um ícone. Eu estava nervoso, claro. Fiz umas brincadeiras e ele riu. Já o vi ao vivo mas não vi sua excursão recente, porque estou em turnê o tempo inteiro. Acabei o encontrando de novo na Itália, mas não quis incomodá-lo. Fiquei apenas observando de longe, como um stalker (perseguidor).

A escolha de produtores passa por profissionais com currículos nada semelhantes como o especialista em divas David Foster e Bob Rock, mais associado ao estilo em seu sobrenome. O primeiro assinou obras de Barbra Streisand, Celine Dion e Whitney Houston. O segundo produziu Metallica, The Cult e Bon Jovi.

– David é mais profissional e metódico. Ele me desafia. Bob é mais orgânico e ama música. O cara adora um groove. É ótimo estar em contato com dois estilos tão diferentes – afirma.

Por Braulio Lorentz – publicada hoje

Uma resposta to “20000000 Bublé Fans Can’t Be Wrong”

  1. silvia yama 21 Outubro, 2008 às 9:27 pm #

    Conheço o trabalho do MB há seis anos e desde então, aguardo um show seu no Brasil.
    Conto as horas para esta grande noite!

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